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Resenha: Os 13 Porquês, de Jay Asher

2.10.14

Título: Os 13 Porquês.
Autora: Jay Asher.
Editora: Ática.
Número de páginas: 255.
Sinopse: Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker - uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.
Livro no: Skoob - Orelha de Livro.
Eu retirei esse livro na biblioteca da minha escola terça-feira de manhã, dia 30, e terça á tarde o li. Inteiro. Assim, de uma vez só, porque eu simplesmente não consegui parar. Eu sei, eu sei. Os 13 Porquês não pode ser considerado um livro grande com suas poucas 255 páginas, mas, ainda assim, eu estranhei a rapidez em que o li porque já fazia tempo que eu estava demorando, no mínimo, duas semanas para ler um livro com essa quantia de páginas – mais uma vez, aquela teoria de que existe um livro certo para cada determinado momento, se comprova verdadeira. Eu só precisava de uma boa história para desempacar.
Enfim, estou enrolando aqui. Me desculpe. Vamos a resenha: Clay é um estudante do ensino médio, que teve como seu primeiro amor uma garota chamada Hannah Baker. Acontece que, há algumas semaninhas antes da história do livro começar, Hannah se matou. Mas não sem antes gravar, em sete fitas cassetes, os porquês que a levaram a tirar a própria vida. Esses motivos, na verdade, eram pessoas. Para ser exata, treze pessoas. Cada uma delas fez algo que contribuiu na decisão de Hannah se suicidar. Algumas fizeram coisas piores que outras, mas, cada uma delas, fez algo que foi ruim para Hannah. Então ela decidiu gravar os motivos de sua morte nessas fitas e enviar pelo correio para a primeira pessoa, o primeiro motivo, sendo que este deveria passar ao próximo da lista e assim sucessivamente. Essa foi a ordem que Hannah deu, e que ninguém ousou desobedecer por um certo motivo que eu não vou digitar nessa resenha.
Clay conhecia Hannah há bastante tempo, eles já haviam até ficado em uma festa e ele era realmente super apaixonado por ela. Acontece que, algumas semanas após o suicídio de Hannah, ele recebeu uma caixa de papelão que continha, dentro de si, treze fitas cassetes. Exatamente, as fitas que Hannah gravou. E Clay as recebeu porque é um dos motivos que contribuiu para a morte da garota que ele tanto amava. Ele ficou tipo: “Eu? Como assim EU?”
Então Clay começou a escutar as fitas de Hannah para entender os motivos de seu suicídio e tentar entender onde ele teve participação nesse triste ocorrido. De uma certa forma, antes de se matar, Hannah deu um mapa da cidade com certos locais marcados a cada uma das treze pessoas e, enquanto ela ia contando seus porquês nas fitas, ia sugerindo ao ouvinte ir para determinado local da cidade, onde o fato ocorreu. No livro, acompanhamos o que Hannah disse nas fitas, e também acompanhamos os pensamentos e andanças do Clay pela cidade. O livro é basicamente isso.
“Vocês não sabem o que estava se passando no resto da minha vida. Em casa. Nem mesmo na escola. Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa.”
♦ Página 172.
Algumas pessoas que leram o livro disseram que acharam alguns dos motivos da Hannah ter se matado bem idiotas. Não vou negar que também achei, porém, quem sou eu ou qualquer outra pessoa para julgar o motivo de suicídio de alguém? Ninguém tem os mesmos pensamentos, as mesmas formas de enxergar os fatos. Para Hannah, tudo aquilo importou. Simples assim.
“Acho que essa é a questão central. Ninguém sabe ao certo quanto impacto tem na vida dos outros.”
♦ Página 135.
Como. Esse. Livro. É. Incrível.
Nele nós entendemos a importância que as pessoas têm na vida umas das outras, o quanto um simples ato que nós fazemos é capaz de salvar alguém ou levar esse alguém para o fundo do poço. Também achei muito interessante entrar na mente de uma pessoa suicida. Esse é um livro pesado e sensacional. Acredito que todo mundo deveria ler. Deveria ser uma leitura obrigatória nas escolas, assim como A Lista Negra (só para registrar: eu gostei mais de Os 13 Porquês do que de A Lista Negra, mas ambos estão quase empatados).
No final do livro, tem 13 perguntas feitas ao autor, Jay Asher. Em uma de suas respostas, ele conta que uma garota disse a ele que ler Os 13 Porquês fez com que ela quisesse ser uma pessoa maravilhosa. E eu digo o mesmo.

Quotes:
“Vocês gostariam de ter a capacidade de ouvir os pensamentos alheios? É claro que gostariam. Todo mundo responde “sim” a essa pergunta, até pensar mais profundamente sobre o assunto.Por exemplo, e se os outros pudessem ouvir os seus pensamentos? Se pudessem ouvir os seus pensamentos… neste exato momento?
(...)
Às vezes temos pensamentos que nem mesmo a gente entende. Pensamentos que nem são tão verdadeiros - que não são realmente como nos sentimos -, mas que ficam rondando nossa cabeça porque são interessantes de pensar.
(...)
Se vocês pudessem ouvir os pensamentos dos outros, escutariam coisas que são verdadeiras, assim como coisas que são completamente sem sentido. E não saberiam distinguir umas das outras. Isso levaria vocês à loucura. O que é verdade? O que não é? Um milhão de ideias, mas o que elas significam?”
♦ Página 150.
“Se você escuta uma canção que te faz chorar quando você já está cansado de lágrimas, não a escuta mais. Mas não dá para fugir de si mesmo. Não dá para tomar a decisão de deixar de se ver para sempre. Não dá para tomar a decisão de desligar aquele ruído dentro da sua cabeça.”
♦ Página 153.
“Mesmo que eu tivesse uma história naquele lugar, não importava. Não dá para voltar atrás, para o jeito que as coisas eram. Do jeito que você pensava que elas eram. Tudo o que a gente realmente possui... é o agora.”
♦ Página 176.
“É isso que eu amo na poesia. Quanto mais abstrata, melhor. Do tipo que você não tem certeza sobre o que o poeta está falando. Você pode ter uma ideia, mas não certeza. Não cem por cento. Cada palavra, escolhida especificamente, pode ter um milhão de significados diferentes.”
♦ Página 151.
“Pode parecer que, toda vez que alguém lhe dá a mão para você se levantar, a pessoa larga e você escorrega mais para o fundo.”
♦ Página 125.
“Quando alguém tem uma imagem excepcional, as outras pessoas só estão à espreita para acabar com ela. Estão só esperando aquele defeito fatal aparecer.”
♦ Página 170.
“Esperança? Bem, acho que interpretei mal as coisas. Era simplesmente a calmaria antes da tempestade.”
♦ Página 175.
“Se há uma coisa que eu ainda tenho é memória. O que é péssimo. Se eu esquecesse as coisas de vez em quando, todos nós estaríamos um pouco mais felizes.”
♦ Página 191.
“- É sério, eu preciso de uma definição. Como a gente sabe o que é um amigo?
- Alguém com quem você pode contar, quando...
- Então, eu não tenho nenhum.”
♦ Página 230.
“É por isso que, neste exato momento, sinto tanto ódio. De mim mesmo. Eu mereço estar nessa lista. Porque se eu não tivesse tanto medo dos outros, poderia ter falado para Hannah que havia alguém que se importava. E ela poderia estar viva.”
♦ Página 155.
Coloquei muitos quotes, eu sei. Me desculpe, não consegui resistir.
Classificação: 
♥ Beijos, Taís K.

4 comentários:

  1. Ual deve ser muito bom pela quantidade de estrelas e a qualidade que foi falado! Quero poder ler! Lindonaa! Venho convidar você também para participar do GRANDE SORTEIO lá no blog: http://www.doceencontro.com/2014/09/sorteio-produtos-yes-cosmetics.html

    Miiiiiiiil Beeeeeejus! ♥

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  2. Oi, Taís!
    Depois da sua visível empolgação com o livro, no twitter, eu não esperava que você fosse gostar menos dele. E isso só me deixa ainda mais ansiosa para lê-lo, porque é mais uma resenha extremamente positiva dele, e mais ainda, de uma pessoa que tem um gosto literário parecido com o meu, rs. A história deve ser realmente impactante, e não menos angustiante e pesada mesmo. É certamente uma leitura que eu quero muito fazer, e provavelmente, irei gostar bastante. Mas, bem, realmente existe essa questão do 'livro certo no momento certo', e como o tema do livro não é dos mais fáceis, vou esperar estar no momento ideal para lê-lo, rs. Mas, ei, ótima resenha! E ótima seleção de quotes!
    Beijos,
    Sâmmy

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  3. Esse livro deve ser incrível, saber oque leva uma pessoa a tirar sua vida pode ser ao mesmo depressivo e importante para entender que tudo que fazemos afeta as pessoas ao nosso redor e que uma coisa ruim que fazemos a alguém pode somar a outras e fazer alguém perder as esperanças...

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  4. Já faz um tempo que eu quero ler esse livro... <3 Vi trechos maravilhosos dele no Tumblr e me apaixonei. Logo, logo pretendo comprá-lo. Porque na biblioteca da minha escola só tem livros meio velhos ou chatos. :(
    Ótima resenha!
    Adorei o quote:
    “Quando alguém tem uma imagem excepcional, as outras pessoas só estão à espreita para acabar com ela. Estão só esperando aquele defeito fatal aparecer.”

    Um beijo.

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