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Sobre cachoeiras, tempo e coleções

7.2.16


O tempo costumava ser, para mim, como uma cachoeira, seguindo sempre um curso lento e constante... Bem, ele continua como uma cachoeira. O tempo é uma eterna cachoeira. Mas, por algum motivo, a água está correndo rápido demais, como se houvesse apostado uma corrida com alguma outra cachoeira próxima. Anteontem eu estava comemorando meu aniversário de dez anos com meus antigos amigos, ontem eu estava no primeiro dia de aulas do segundo ano do ensino médio e, bum, aqui estou agora, com meu primeiro salário do estágio em mãos, prestes a abrir uma poupança enquanto sonho com a formatura e com a entrada na faculdade.
Quando eu vejo, passou um dia.
Dois, três, quatro,
Uma semana.
Duas, três.
Um mês.
A água do tempo corre tão rápida! Eu tento fazer uma represa com meus braços e mãos, mas a água continua correndo entre meus dedos, com a mesma velocidade. A vida está acontecendo muito rápido, e não posso fazer nada a respeito disso, apenas aproveitar... viver. Eu não havia pensando profundamente a respeito disso antes, mas essa rapidez toda tem me deixado zonza. Ao mesmo tempo em que eu quero que o tempo diminua a velocidade, estou gostando da rapidez, por incrível que pareça. Isso faz algum sentido? Eu faço algum sentido? É como a Sarah, personagem do livro Claros Sinais de Loucura, disse: “quando você escreve as coisas no papel, é como se a sua mão soubesse mais que a sua mente.”
Uma grande amiga minha me deu uma xícara na sexta-feira que acabou de passar. A xícara que aparece na imagem do começo deste post. Uma xícara do blog, com flores e um trecho de um poeminha meu. Amei demais o presente! E então pensei "cara, faz quanto tempo que não atualizo o blog?". No fim das contas, acho que serei sempre uma vergonha no quesito frequência de postagens. Mas eu amo muito esse lugar, é o que importa.
Por mais que a cachoeira do tempo continue correndo, correndo, correndo e aumentando a velocidade, a fúria FÚRIA FÚRIA!!! eu sempre encontrarei um tempinho para as coisas que amo. Sim, tenho certeza. Mesmo que curto, terei sempre um tempinho para os amigos, família, músicas e palavras. Ah se terei! Afinal, os bons momentos de hoje criam as boas memórias de amanhã. Eu não sou colecionadora de nada físico, mas coleciono boas memórias, guardadas em gavetas especiais no meu coração.

Obs.1: o trecho escrito na xícara é a segunda estrofe do poema "A minha janela".

Obs.2: escute a música que eu ouvi enquanto escrevia:



Beijos, Taís K.

3 comentários:

  1. O q vc escreve é tão lindo q fico tocada *-*
    Dava com sdds ♥

    http://evillingdomeah.blogspot.com.br/

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  2. Eu também sinto isso ás vezes... Nos dias que eu passei só focada em Netflix, eu mal via o tempo passar. Eu acordava ao meio dia, assistia a seriados o dia inteiro, quando eu via já era duas e meia da manhã, eu estava sem sono, e as três e meia eu conseguia dormir. Agora estou passando meus dias conversando com minha mãe, comendo coisinhas, vendo bbb com ela (não gosto de ninguém lá, não sei o nome de ninguém, mas adoro as tretas), limpando o quarto, arrumando o roupeiro, lendo alguns livros... E hoje vai ser o primeiro dia que vou tentar dormir 22:30! Porque vou ter que começar a acordar 06:00 horas da manhã. :( Antes eu acordava 07:20, poxa.
    O tempo passa rápido quando temos tanta coisa para fazer... Dá um medo né? Mas fazer o que, a infância passa e deixa saudade.
    Eu ia desejar um ótimo carnaval, mas acabei de lembrar que hoje é carnaval e amanhã já acaba o feriadão! haha. Mas então, uma ótima semana e fim de semana, miga!
    Um beijo.

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  3. Que texto lindo!
    "O tempo é uma eterna cachoeira. Mas, por algum motivo, a água está correndo rápido demais, como se houvesse apostado uma corrida com alguma outra cachoeira próxima."
    Andei pensando sobre o assunto recentemente, a sensação é de uma alegria com um pouco de frio na barriga, talvez medo da rapidez... Não sei. Alguns dias até fiz um conto sobre isso lá no blog!
    Enfim, seu texto me tocou e essa frase de Claros sinais de loucura então? O livro é um amorzinho <3

    Um abraço, dona-inconstancia.blogspot.com.br

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